Nossa história


Chegada da Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Ponta Grossa e o seu Resgate Histórico por intermédio da História Oral.

 

A história oral é uma das formas das metodologias que objetiva resgatar fatos que não se têm registro documental. Mas está vivo no interior da memória de quem viveu o fato ou observou-o.

 

Com este objetivo utiliza-se esta metodologia para levantar dados sobre os primeiros passos da Igreja Evangélica Assembléia de Deus em Ponta Grossa, a pesquisa iniciará tendo como referencial a biografia de Maria de Carvalho Mazza, esposa do pastor Carlos Mazza, o qual foi o missionário que deu início a Igreja Evangélica Assembléia de Deus em Ponta Grossa, biografia redigida pela própria, e editada em 1975, onde relata o início de sua conversão e de seu esposo, as dificuldades financeiras, sociais e culturais que enfrentaram em suas vidas em prol do trabalho missionário e finalizando relata o regozijo da recompensa do esforço de uma vida dedicada às missões; e após haverá uma análise dos depoimentos levantados por intermédio da história oral de Damazo Lopes Neto, Lauro Oswaldo Háas e Rubens Schulli Ribeiro, estes membros da Igreja Evangélica Assembléia de Deus, que participaram na construção da história desta em Ponta Grossa.

 

Quando se recobra a história vivida, por intermédio da história oral, observa-se que o historiador desperta no depoente reações próprias e vivas dos acontecimentos e fatos históricos, que o depoente vivificou, mas sabe-se que; ?a memória é seletiva. Nem tudo fica gravado, Nem tudo fica registrado?. (POLLAK,1992,p.203) Somente o que obtém significativo quer positivo ou negativo é que vai ser retido na mente da pessoa. Partindo deste princípio confrontou-se informações e datas, buscando reaver os acontecimentos e sua realização temporal, com cautela para não prejudicais os registros.

 

Quando se busca a origem de alguns segmentos da sociedade, aqui em foco uma denominação evangélica, observa-se que esta teve início e se manteve por muito tempo registrada somente na mente das pessoas que viveram aquele oralmente para seus filhos: os valores, preceitos, normas, regras; daquela instituição. E a igreja é sem dúvida a instituição que se manteve por muito tempo seguindo estes moldes, até mesmo como modelo reprodutivista das Escrituras Sagradas.

 

?O Deus Eterno diz ao seu povo:

 

- Este é o acordo que vou fazer com vocês: o meu Espírito, que eu lhes dei, o os meus ensinamentos, que eu lhes entreguei, ficarão com vocês para sempre. Vocês os ensinarão ao seus filhos e aos seus descendentes, agora e para sempre. Eu, o Deus Eterno, falei.? (Is 59.21)

 

Fruto do trabalho missionário que iniciou no Brasil, com missionários vindo da América do Norte, anunciadores das Boas Novas e este ensino multiplicou-se entre as cidades brasileiras, cumprindo o que prevê no livro de Isaías, foi assim que em 1930 o casal Carlos Mazza e sua esposa Maria de Carvalho Mazza, em São Paulo, ouviram pela primeira vez a leitura da Bíblia Sagrada, em um culto evangélico. ?Fomos convidados a assistir um culto evangélico. Naquela mesma noite eu e meu esposo ouvimos, o apelo do Senhor e o aceitamos como nosso único salvador.?(MAZZA, 1976, p.4)

 

Em 1931, o casal embarcou para o Paraná, era época de revolução o país passava por uma crise social, política e econômica. Trabalhistas em greves operárias, o presidente Washington Luís negou a concessão de financiamento aos cafeicultores pelo Banco do Brasil; era rompido a política do café-com-leite, Luiz Carlos Prestes cria a Liga de Ação Revolucionária, de ideologia comunista, pregando uma revolução nacionalista e democrática. Com este pano de fundo, foi que saíram de São Paulo, momentos de muitas dificuldades vividas pelo casal e pelas pessoas que os acompanhavam.

 

?Ficamos um mês em Itararé. Meu esposo e os outros irmãos, arrumaram passagem para as mulheres e para as crianças, para a cidade de Jaguariaíva e eles foram a pé, viajando durante 2 dias e 1 noite. Ficou combinado que os que chegassem primeiro esperaria na estação. Fizemos boa viagem, pois não era tão longe, porém, no meio do caminho a farofa acabou e não tínhamos nem um tostão.? (MAZZA, 1976, p.9)

 

Devido a muitas perseguições e porque diversas vezes Carlos Mazza foi preso, por pregar o Evangelho, decidiram mudar-se para Ponta Grossa.

 

?Vieram conosco para Ponta Grossa, alguns dos que haviam se convertido em Jaguariaíva. Ali chegando, mandamos convidar o saudoso querido irmão Bruno, que logo veio nos visitar, e pela primeira vez, foi levantada a placa da Assembléia de Deus em Ponta Grossa, no segundo semestre do ano de 1931?. (MAZZA, 1976, p.15)

 

Segundo levantamento documental, observa-se a data 12 de janeiro de 1931, foi fundada a Igreja Evangélica ?Assembléia de Deus? em Ponta Grossa, pelo Pastor Evangelista Bruno Skolimowski, segundo registros no 1º Ofício de Registros de Títulos e Documentos, Sebastião Araujo Loures, no livro A , sob n.º de ordem 579; registro este datado de 5 de setembro de 1952.

 

Observa-se na biografia de Maria de Carvalho Mazza, como data de fundação o segundo semestre, e no registro do cartório a data de 12 de janeiro do mesmo ano. Confrontando os dados, verifica-se um erro, o qual é do registro oficial, pois segundo Damazo Lopes Neto, um dos depoentes da história oral a data de fundação da igreja em Ponta Grossa, foi em 15 de agosto de 1931, pelo missionário Carlos Mazza. Erro este que se justifica pela data do registro da certidão em 1952, realizado há 21 anos após a fundação. Fato este compreendido pela obra ser implantada com muitas perseguições, pois a década de 30, houve muitas manifestações políticas e todas as reuniões eram fiscalizadas e policiadas para evitar manifestações populares como as de;

 

?O assassinato de João Pessoa na Paraíba, em conseqüência de lutas entre os grupos dominantes locais, foi um dos pretextos para o golpe. No dia 3 de outubro de 1930 , tropas gaúchas, sob a chefia do tenente-coronel Goes Monteiro, de ?estrita confiança dos gaúchos?, iniciaram a marcha para a capital. No Nordeste, os revoltosos tomaram a maioria dos Estados, enquanto uma terceira frente partiu de Minas para São Paulo, onde houve resistência até chegar a notícia da deposição do presidente Washington Luiz por uma junta militar formada pelos generais...? (ALENCAR, 1985, p. 236)

 

Nota-se na biografia de Maria de Carvalho Mazza, o relato de muitas perseguições, por conta de lideres civis:

 

?... as lutas e as perseguições também continuaram ali, sendo o meu esposo preso 2 vezes com alguns companheiros na fé . Durante o dia eu saí convidar as pessoas e a noite meu esposo pregava. E o Senhor operou ali, muitas maravilhas. Numa bela noite, estávamos cantando durante o culto, quando a casa ficou cercada por policiais. Fomos todos presos, e obrigados a ir buscar as crianças que tinham ficado em casa dormindo. Meu esposo e mais 2 irmão ficaram na cela. Eu com as 3 crianças e mais 2 irmãos, sendo uma irmã nova convertida, com 5 crianças, ficamos no alojamento dos soldados e colocamos as crianças em suas camas. As 2 irmãs estavam caladinhas, porém, eu estava alegre com se fosse dia de festa. Entramos na cadeia às 11 horas da noite e fui dizendo aos soldados : se estamos aqui é porque o Senhor permitiu, então precisamos fazer alguma coisa. Então comecei a cantar hinos de louvor a Deus.

 

Ninguém dormiu ali, naquela noite, porque eu cantava e pregava o Evangelho com toda ousadia e orava a Deus por aquela oportunidade ninguém mandou que eu calasse. Quando o dia amanheceu, o tenente mandou buscar um tabuleiro com os doces mais finos e arrumou uma mesa com toalha branca e nos convidou para aquela refeição. Então levantei a minha voz e dei graças ao Seu nome, depois cantei uma estrofe em louvor a Deus, na presença de todos. Os soldados ouviam com todo respeito.? (MAZZA, 1976, p.16)

 

Como efeito do momento conflitante pelo qual o Brasil passava, as lideranças civis do município preocupavam-se com movimentações sociais, talvez a prisão dos participantes daquele culto evangélico justifique pelo seguinte edital publicado no jornal do município , em janeiro de l932:

 

?DELEGACIA DE POLÍCIA DE PONTA GROSSA EDITAL

 

De ordem do Exmo Sr. Chefe de Polícia do Estado, previne-se pelo presente Edital que serão severamente punidos por esta Delegacia todas as pessoas que nesta cidade transmitirem notícias falsas e tendenciosas ou outras que venham alarmar a população.?(DIÁRIO DOS CAMPOS, jan., 1932)

 

Mas com o testemunho daqueles crentes, que demonstravam em seus atos a presença de Deus em suas vidas e a convicção que nada de mal lhes aconteceria, pois nada de errado tinha em suas reuniões, além do estudo e propagação do Evangelho. A liberdade foi certa, pois segundo o próprio edital, as reuniões não objetivavam transmitir notícias que viessem alarmar a população, em qualquer aspectos, quer político de direita ou de esquerda.

 

No período de 1931 a 1935, o Pastor Carlos Mazza e sua esposa permaneceram em Ponta Grossa, evangelizando e ensinando a Palavra de Deus. Em fevereiro de l935, mudaram-se para Curitiba. Em Ponta Grossa, após um ano de fundação da igreja, com aproximadamente 32 membros, segundo depoimento de Damazo Lopes Neto:

 

?A igreja em 1932 contava com aproximadamente 32 membros, havendo entre eles uma divisão e muitos integraram-se na Igreja Betel, denominação também evangélica.?

 

Havendo com isso um resfriamento naquele movimento de fé. Após a partida de Carlos Mazza, Joaquim de Almeida, continuou o trabalho do amigo, de evangelismo e ensino do Evangelho, em sua própria casa, na vila São José, onde por intermédio de sua pregação converteu-se Lauro Oswaldo Háas, em 1939; o qual será um dos depoentes que contribuirá para o resgate do início da história da Igreja Evangélica Assembléia de Deus em Ponta Grossa.

 

?Em Psicologia Social, costuma-se dizer que tudo o que tem uma memória, uma história, tem um valor concreto, tem um interior, tem uma qualidade. A qualidade é o que singulariza as coisas e cria uma atmosfera de significados à volta. Os objetos tornam-se expressivos.? (REVISTA DO ARQUIVO MUNICIPAL, 1992, p.21)

 

Ao resgatar o início da história da Igreja Evangélica Assembléia de Deus, por intermédio da história oral, configura-se que precisa-se buscar dados e fatos que não estão armazenados em bibliotecas ou disquetes ; mas sim estão vivos na memória de um povo que foi e é sujeito de uma determinada história; pois viveu e contribuiu para esta história, presenciou e interferiu nos fatos, observou e sofreu as transformações socio-culturais, esses sujeitos e suas memórias são fontes inesgotáveis de experiências e informações úteis a toda a pesquisa histórica.

 

Essa memória pode ser individual ou coletiva, pode ser ?vividos individualmente? ou ?vividos por tabela?, os vividos individualmente quer pessoal ou no coletivo, o personagem sempre é o sujeito da situação e os vividos por tabela, são acontecimentos vividos pelo grupo, ao qual a pessoa pertenceu ou por uma identidade cultural ou pelo acontecimento ter uma influência muito grande em sua vida.

 

Com a saída de vários membros da igreja para a Igreja Betel, Joaquim de Almeida, que trabalhava no matadouro, hoje Indústria de Frios Carraro, nos seus momentos de folga evangelizava os vizinhos e conhecidos, segundo Lauro:

 

?O número de membros foi aumentando e a casa tornando-se pequena, foi alugado o primeiro salão para realização dos cultos e ministrar a Escola Bíblica Dominical, na avenida Ernesto Vilela, isto na década de 40 , e o obreiro responsável era Olímpio Mamedes?.

 

Segundo Rubens Schulli Ribeiro, em 1947, ?a igreja contava com aproximadamente 20 membros, o obreiro responsável era o Irmão Meira, cooperador, o ponto de pregação era na rua Airton Plaizan, número 641..... Era muito difícil naquela época ser crente, tudo era proibido e por qualquer coisa era excluído da igreja.?

 

?A memória não é nostalgia, mas amor pelo passado. O sentimento do presente, com suas forças e delicadezas, não deve faltar naquele que lembra, a recordação torna-se então um meio de interrogar o atual, mediando-o pela visão de um outro tempo?. (REVISTA DO ARQUIVO MUNICIPAL, 1992, p.62)

 

É exatamente com este olhar para os fatos do passado é que o Sr. Rubens recorda, hoje os analisa e até os julga, com novos posicionamentos, que para aquele momento, ele achava-os certos, mas atualmente considera-os radicais, isto vem provar como a cultura é mutável, ela oscila dentro dos valores sociais atribuídos a ela, pelos integrantes consumidores desta cultura, mesmo dentro de comunidades que preservam ao máximo seus usos e costumes, observa-se uma mutação cultural. Pois na década de 40 as exigências da igreja, aos seus membros era extremista e devido a isto, o número de membros não aumentava e muitos mudavam de denominação, segundo Rubens; ?o fanatismo era muito grande. Pensava-se que a salvação provinha de um comportamento irrepreensível, não se admitia por parte do membros nenhuma falha, caso houvesse, era excluído da igreja.?

 

?existem muitas pessoas hoje longe das igrejas evangélicas e totalmente indiferentes à margem bíblica por terem sofrido disciplina e exclusões. Motivo? Foram visto de lábios e unhas pintadas, de cabelos cortados, usando calças cumpridas, colar, brincos, jogando bola, soltando pipa ou incorrendo na prática de alguma outra proibição imposta pela igreja que elas freqüentavam (...) alguns ficariam estarrecidos com o número de pessoas que sai pela porta dos fundos de suas igrejas, rejeitando e odiando o cristianismo , devido a esse rigor legalista sobre usos e costumes.? (GONDIM, 1998, p.11)

 

Infelizmente por muito tempo e até hoje há uma porcentagem significativa de pastores e dirigentes de igrejas, os quais colocaram sobre as costas de seus membros um fardo pesado e legalista, cheio de regras e normas criadas pelo homem sem fundamentação bíblica. Deixando a verdadeira dinâmica da fé cristã, que é fundamentada no amor de Cristo e não na obediência à lei ou a qualquer sistema de regras, impondo e cobrando de seus membros o cumprimento ao pé da letra desse conjunto de normas, esquecendo-se que a salvação não é resultado da obediência de uma lista de exigências morais e religiosas e sim:

 

?Se você declarar com os seus lábios: ?Jesus é o Senhor? e no seu coração crer que Deus o ressuscitou, você será salvo. Porque cremos com o nosso coração e somos aceitos por Deus; declaramos com os nossos lábios e somos salvos.? ( Rm 10.9-10)

 

Em 1948 a igreja mudou-se para a rua Julia Vanderlei, 1199, sob a liderança do Pastor Clímaco Bueno Galvão, vindo de Curitiba.

 

Em 1950, situada na rua General Carneiro, 286; a igreja com 50 membros, recebeu da Noruega o Ministro Leif com sua esposa e um casal de filhos. Este priorizava o ensino do Evangelho, com menos fanatismo, ou seja, buscava a verdadeira conversão, observadas pelos frutos do espírito que é o amor ao próximo, a paciência, a longanimidade, uma verdadeira mudança no coração, a qual produz uma mudança de vida, com novos desejos, novos princípios, novas afeições, novas esperanças, novas virtudes; e não na observância das atitudes exteriores dos fiéis.

 

No intervalo entre o ano de 1950 a 1951 foi comprado o terreno, situado na rua do Rosário, hoje sede da Igreja Evangélica Assembléia de Deus em Ponta Grossa, por dois milhões de cruzeiros, participaram dessa aquisição Orlando de Sã e Rubens Schulli Ribeiro .

 

Em 1952 com sede provisória em um salão alugado, sito à Praça Barão do Rio Branco número 32, sob a responsabilidade do Pastor Evangelista Bruno Skolimowski, a igreja continua seu trabalho de evangelismo e ensino da Bíblia Sagrada, muitas foram as lutas e perseguições, mas a igreja resistiu a todas.

 

Então em 1954, iniciou-se a construção do templo sede, na rua do Rosário, onde os serviços de carpintaria foram realizados por Damazo Lopes Neto, que reside em Mato Branco, próximo de Imbituva, o qual durante 10 anos foi o único evangélico do local, sofreu junto com sua família o preconceito de fugir a regra geral da sociedade. Segundo Damazo: ?sofri muitas perseguições e o preconceito era muito grande, muitas vezes já tinha tratado serviços de marcenaria, mas quando descobriam que eu era crente o trato era desfeito, pelo preconceito existente nas pessoas.?

 

Dentro desse enfoque pode-se analisar como o indivíduo é marginalizado, quando rompe com as normas padrões, impostas pela sociedade e sabe-se que a religião predominante naqueles dias era o catolicismo, e todo aquele que fugia da regra geral não era respeitado na sua identidade cristã. E por muito tempo no Brasil só se considerou, religião, história, cultura, enfim toda a produção elaborada pela classe dominante, ignorando por muito tempo a cultura, história, credo, elaborado por grupos menores.

 

?Para nós a prática da história oral distingui-se do simples armazenar e conservar depoimentos, significando criar fontes históricas. Nesse fazer-se entrevistador e entrevistado tornam-se atores de uma mesma experiência ao se unirem no objetivo comum de recuperar caminhos percorridos, cruzam suas próprias experiências Narrador e ouvinte inserem-se num fluxo narrativo comum, vivo, onde a história continua aberta a novas propostas, novas possibilidades, novas significações?.(REVISTA DO ARQUIVO MUNICIPAL, 1993, p.88)

 

A construção da história partindo do reavivamento da história oral, possibilita ao entrevista do reviver os sentimentos, emoções, guardadas; pois durante o depoimento as lembranças tomam vida e contagiam tanto o entrevistado como o entrevistador, que deve saber analisar todas as ações e reações que o entrevistado deixa transparecer.

 

A Igreja Evangélica Assembléia de Deus, desenvolveu-se e cresceu espiritualmente e em número de membros, hoje conta com 40 congregações, em prédios próprio, além de lugares não oficializados como congregações que nós denominamos pontos de cultos, totalizando aproximadamente 4500 mil membros batizados por imersão, com bom testemunho público e que estão matriculados no livro de rol de membros, tendo como regra de fé a Bíblia Sagrada, segundo o que prevê no artigo 5 º do Estatuto da Igreja.

 

O Pastor Presidente da Igreja Evangélica Assembléia de Deus em Ponta Grossa, atualmente é o reverendíssimo Pastor José Polini, que aos vinte e um do mês de agosto de 1984, assumiu a Presidência deste campo. No dia 04 de Setembro do mesmo ano ele e sua mui digna família pisam o solo pontagrossense, e desta vez para ficar.

 

O trabalho estava sofrido e a família Polini, tiveram várias dificuldades financeiras, e ministerial. Naquela época ainda falava-se em cruzeiro, e a igreja devia (7milhões de Cruzeiros). O carro que a igreja disponha na época era um corcel usado em péssimas condições de uso, com o motor quase fundido e além do mais era financiado. As congregações estavam em péssimas condições.

 

Mas Deus abriu as portas, junto com capacidade admistrativa do Pastor José Polini e já nos primeiros meses acertaram todos os problemas e as dificuldades financeiras. Depois de todos os compromissos saldados, quando terminou o ano de 1984, que foram para a família Polini, apenas 4 meses em Ponta Grossa e a igreja já não tinha dividas, e foi fechado o caixa da igreja naquele ano, com saldo positivo. Foi uma grande vitória.

 

Hoje com grandes templos novos em alvenaria em quase todos os bairros da cidade, lotes em vários bairros da cidade, quando em tempos atrás, as congregações eram feitas de madeiras; pequenos salões alugados e alguns quase sem condições de congregar. A igreja conta hoje 13 veículos novos, sem financiamento, todos pagos. Temos somente dentro da cidade de Ponta Grossa 40 igrejas, templos grandes e novos, em todo campo estamos nos aproximando de 80 congregações.

 

A Igreja Evangélica Assembléia de Deus é respeitada, e goza de uma grande amizade, tendo seu espaço na cidade de Ponta Grossa.

 

Obs. O levantamento histórico, anterior a vinda do Pastor José Polini, foi um trabalho de nomografia da professora Elisabete de Paula Dias.

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